Querida Letícia,
é muito difícil a gente se apaixonar por quem se apaixona por nós.
Geralmente, quem se apaixona por nós é exatamente aquele tipo de pessoa que sonhamos: gentil, amiga e sempre disposta a estar conosco em qualquer situação.
E o melhor: nos ama do jeito que somos, com nossos defeitos, com nossas qualidades.
Mas tem um problema: essa pessoa NÃO É exatamente AQUELA pessoa por quem estamos apaixonadas!
O que traz uma sensação de frustração e de tristeza o tempo todo que estamos com aquele não é apaixonado pela gente.
E eu entendo perfeitamente o que você me contou ontem.
Nem posso imaginar o quanto você deve se sentir mal com essas sensações.
Nem imagino porque nunca passei por isso, 'só' pelos amores platônicos.
E como eu disse, o cara que eu gosto nem sonha que eu gosto dele!
E que eu gosto dele há muito tempo...
Nem sonha que eu sinto ciúmes quando as meninas chegam perto dele ou me contam que ficaram com ele (às vezes, eu sou a única pessoa pra quem elas contam isso).
Nem sonha que quando estou a sós com ele, quero demonstrar todo o meu afeto imenso e intenso.
Eu sofro silenciosamente, porque como bem disse Caio Fernando Abreu, "fácil é não dizer, difícil é não sentir".
Eu nunca quis admitir pra ninguém e principalmente pra mim mesma o que sinto por ele.
Afinal, eu o vejo como um sonho impossível, um bem inacessível...
Nunca me achei adequada pra ele nem pra ninguém, entende?
Isso é um problema meu muito sério, Letícia.
Não sei se em algum momento você se sentiu assim...
Gostar de alguém se tornou um sofrimento pra mim.
Admitir pra mim mesma então, nem se fala!
Há muito tempo tenho medo de gostar e sofrer por alguém.
Eu não sei o que fazer com isso, sinto tanta dor que escondo com um sorriso e muita simpatia.
É muito fácil outras pessoas nos dizerem que devemos esquecer, mas quando elas estão no nosso lugar, duvido que sigam seu próprio conselho.
Eu não parei de pensar nas coisas que você me disse, Letícia.
Até pra distrair a minha mente de pensamentos sobre o cara que eu gosto...
Enfim, não estou te aconselhando a nada, até porque não sou a melhor pessoa pra dar conselhos.
Apenas resolvi escrever, só isso!
Estou aqui com vontade de chorar, mas não vou fazer isso, porque tem gente em casa e certamente vão me perguntar a razão do choro.
E vou te dizer uma coisa, posso?
Eu queria de verdade esquecer esse cara, mas talvez a minha vontade não seja tão forte assim.
E no fundo, ainda resiste sim uma esperança de que um dia, vamos ficar juntos.
Desejo que você seja muito feliz. Fique com Deus.
E de algumas coisas...
Palavras minhas, que talvez nunca serão ouvidas por quem eu quero que as ouça.
Ou que eu já disse, mas de outra forma.
Palavras que falam dos meus sentimentos e dos que estão próximos de mim.
Ou que eu já disse, mas de outra forma.
Palavras que falam dos meus sentimentos e dos que estão próximos de mim.
domingo, 17 de abril de 2011
A bêbada e o flamenguista
Meu caro amigo,
tudo que eu queria era esquecer que ele existe!
Mas não, quando ele aparece, não posso evitar o que eu sinto!
Quer dizer, evito mostrar o que eu sinto...
Ninguém precisa saber de nada, porque não é da conta de ninguém!
Nem ele também, ele não precisa saber que me acho inadequada pro seu gosto e não pretendo fingir quem não sou para conquistá-lo um dia.
Se ele tiver que ser meu, vai ter de me aceitar assim como sou: um mistério esperando pra ser desvendado.
Ele não precisa saber que eu sinto ciúme de vê-lo com outras meninas, de ouvir com quantas meninas ele já saiu, de ouvir elas contando como foi beijar ele...
Que eu quero explodir de afeto quando estamos a sós e não consigo...
E que eu me sinto assim desde o primeiro dia em que o vi.
Não é aquela coisa de amor à primeira vista.
Mas sei que em algum momento o que eu sentia mudou.
Não sei dizer quando e porque mudou.
E até hoje não sei lidar com isso.
Mudar os meus horários não vai me ajudar em nada.
Acredite em mim!
Eu sentiria saudade, imensa e intensa.
O que eu preciso é decidir se continuo sentindo silenciosamente todo esse afeto louco ou me livro dele de uma vez por todas.
É difícil conviver com isso, porque o tempo todo eu fujo do que sinto.
Mas não consigo me convencer de que ele não mexe comigo e eu não o desejo.
Eu não posso sentir aquilo que o meu coração não quer sentir.
Nem posso mais falar algo sobre isso que não seja verdade.
Meu caro amigo, você já sabe o meu segredo.
E eu peço, mais uma vez, que fique calado e esqueça o que ouviu de uma bêbada em um churrasco à noite.
tudo que eu queria era esquecer que ele existe!
Mas não, quando ele aparece, não posso evitar o que eu sinto!
Quer dizer, evito mostrar o que eu sinto...
Ninguém precisa saber de nada, porque não é da conta de ninguém!
Nem ele também, ele não precisa saber que me acho inadequada pro seu gosto e não pretendo fingir quem não sou para conquistá-lo um dia.
Se ele tiver que ser meu, vai ter de me aceitar assim como sou: um mistério esperando pra ser desvendado.
Ele não precisa saber que eu sinto ciúme de vê-lo com outras meninas, de ouvir com quantas meninas ele já saiu, de ouvir elas contando como foi beijar ele...
Que eu quero explodir de afeto quando estamos a sós e não consigo...
E que eu me sinto assim desde o primeiro dia em que o vi.
Não é aquela coisa de amor à primeira vista.
Mas sei que em algum momento o que eu sentia mudou.
Não sei dizer quando e porque mudou.
E até hoje não sei lidar com isso.
Mudar os meus horários não vai me ajudar em nada.
Acredite em mim!
Eu sentiria saudade, imensa e intensa.
O que eu preciso é decidir se continuo sentindo silenciosamente todo esse afeto louco ou me livro dele de uma vez por todas.
É difícil conviver com isso, porque o tempo todo eu fujo do que sinto.
Mas não consigo me convencer de que ele não mexe comigo e eu não o desejo.
Eu não posso sentir aquilo que o meu coração não quer sentir.
Nem posso mais falar algo sobre isso que não seja verdade.
Meu caro amigo, você já sabe o meu segredo.
E eu peço, mais uma vez, que fique calado e esqueça o que ouviu de uma bêbada em um churrasco à noite.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Tudo que um dia eu vou te dizer
Quando será que eu vou te encontrar de novo, Leandro?
Eu queria te falar tantas coisas. Queria não, quero.
Quero me libertar finalmente de tudo que ainda me prende a você.
Quero finalmente te perdoar por ter me traído.
Quero me perdoar por ter te perdoado só com a minha boca, e não com o meu coração.
Quero me perdoar por não ter falado na sua cara tudo aquilo que eu senti por você.
E eu senti muitas coisas, meu querido, muitas coisas.
Desde o início, eu já me sentia atraída por você.
Mas a minha implicância burra não me deixava admitir.
Como sempre, achei mais fácil esconder, mentir enfim.
Mas quando rolou o nosso primeiro beijo, nem sei explicar o que senti.
Até hoje não sei como tive coragem de te pedir aquele beijo e você de aceitar.
O que eu sei é que eu te queria desde o início...
Mas sei que deveria ter falado tantas coisas pra você, Leandro.
Você deveria saber que eu tinha medo de me entregar, por mais tesão que eu tivesse por você.
Naquela época, a melhor frase pra definir esse tesão era "O meu sangue ferve por você", como bem falou Magal.
Era só você se aproximar e eu me sentir prestes a explodir.
Mas eu não sabia o que fazer com isso, tive medo, muito medo.
Eu era uma menina insegura, imatura, medrosa.
E você já teve as suas experiências antes de mim, sabia o que fazer comigo.
Provavelmente você deve ter se irritado com as minhas recusas em me entregar.
E deve ter pensado em algum momento que eu não te desejava.
Mas não é verdade, eu te desejava, e como te desejava, Leandro...
Mas a verdade é que todo sentimento que você despertou em mim me assustou absurdamente..
Tanto o tesão quando nos conhecemos quanto a raiva, a mágoa, o ressentimento quando você me traiu.
E que eu não sabia e não sei até hoje lidar com esses sentimentos!
Deveria ter mostrado a minha fúria quando você beijou a Simone pra me deixar com ciúmes.
Deveria ter falado que sumi por uma semana porque fiquei com medo e vergonha e achei que estávamos indo muito rápido.
Deveria ter me defendido de quando você me acusava.
Deveria ter gritado ao mundo que você me incomodava quando falava na outra, dizia o que ela gostava, ou me fazia engolir a seco a presença dela.
Deveria ter feito tantas coisas, mas eu não fiz. E sabe porquê não fiz?
Porque a única coisa que me interessava era manter você do meu lado.
E se eu tivesse que desistir de mim pra isso, eu faria e fiz!
E fiz coisas que eu dizia ser ridículas, como te ligar e pedir uma última noite de amor, ir atrás de você na escola...
Você, Leandro, mexeu comigo da forma mais absurda e inimaginável possível.
Me provocou os instintos mais primitivos, animalescos, selvagens...
E eu fazia pose de mulher forte, segura, madura pra aceitar as suas provocações.
Mas eu era apenas uma menina assustada, que acabou sendo qualquer uma, sendo fácil demais.
Que fazia qualquer coisa pra não perder o seu brinquedo...
Não é à toa que eu faço terapia há quase dois anos!
Só queria dizer que penso em você em todas as vezes que passo nos lugares onde ficamos juntos.
E também que não te culpo mais por ser infeliz e não conseguir mais gostar de um cara.
E que na verdade, você tem razão: eu nunca mais vou encontrar alguém como você.
Mas não porque você tenha sido o melhor namorado do mundo.
E sim porque você foi o primeiro, mas o próximo namorado será melhor que você.
Eu queria te falar tantas coisas. Queria não, quero.
Quero me libertar finalmente de tudo que ainda me prende a você.
Quero finalmente te perdoar por ter me traído.
Quero me perdoar por ter te perdoado só com a minha boca, e não com o meu coração.
Quero me perdoar por não ter falado na sua cara tudo aquilo que eu senti por você.
E eu senti muitas coisas, meu querido, muitas coisas.
Desde o início, eu já me sentia atraída por você.
Mas a minha implicância burra não me deixava admitir.
Como sempre, achei mais fácil esconder, mentir enfim.
Mas quando rolou o nosso primeiro beijo, nem sei explicar o que senti.
Até hoje não sei como tive coragem de te pedir aquele beijo e você de aceitar.
O que eu sei é que eu te queria desde o início...
Mas sei que deveria ter falado tantas coisas pra você, Leandro.
Você deveria saber que eu tinha medo de me entregar, por mais tesão que eu tivesse por você.
Naquela época, a melhor frase pra definir esse tesão era "O meu sangue ferve por você", como bem falou Magal.
Era só você se aproximar e eu me sentir prestes a explodir.
Mas eu não sabia o que fazer com isso, tive medo, muito medo.
Eu era uma menina insegura, imatura, medrosa.
E você já teve as suas experiências antes de mim, sabia o que fazer comigo.
Provavelmente você deve ter se irritado com as minhas recusas em me entregar.
E deve ter pensado em algum momento que eu não te desejava.
Mas não é verdade, eu te desejava, e como te desejava, Leandro...
Mas a verdade é que todo sentimento que você despertou em mim me assustou absurdamente..
Tanto o tesão quando nos conhecemos quanto a raiva, a mágoa, o ressentimento quando você me traiu.
E que eu não sabia e não sei até hoje lidar com esses sentimentos!
Deveria ter mostrado a minha fúria quando você beijou a Simone pra me deixar com ciúmes.
Deveria ter falado que sumi por uma semana porque fiquei com medo e vergonha e achei que estávamos indo muito rápido.
Deveria ter me defendido de quando você me acusava.
Deveria ter gritado ao mundo que você me incomodava quando falava na outra, dizia o que ela gostava, ou me fazia engolir a seco a presença dela.
Deveria ter feito tantas coisas, mas eu não fiz. E sabe porquê não fiz?
Porque a única coisa que me interessava era manter você do meu lado.
E se eu tivesse que desistir de mim pra isso, eu faria e fiz!
E fiz coisas que eu dizia ser ridículas, como te ligar e pedir uma última noite de amor, ir atrás de você na escola...
Você, Leandro, mexeu comigo da forma mais absurda e inimaginável possível.
Me provocou os instintos mais primitivos, animalescos, selvagens...
E eu fazia pose de mulher forte, segura, madura pra aceitar as suas provocações.
Mas eu era apenas uma menina assustada, que acabou sendo qualquer uma, sendo fácil demais.
Que fazia qualquer coisa pra não perder o seu brinquedo...
Não é à toa que eu faço terapia há quase dois anos!
Só queria dizer que penso em você em todas as vezes que passo nos lugares onde ficamos juntos.
E também que não te culpo mais por ser infeliz e não conseguir mais gostar de um cara.
E que na verdade, você tem razão: eu nunca mais vou encontrar alguém como você.
Mas não porque você tenha sido o melhor namorado do mundo.
E sim porque você foi o primeiro, mas o próximo namorado será melhor que você.
sábado, 9 de abril de 2011
terça-feira, 27 de abril de 2010
Quando vivemos em suspense, Sandra Maia via Yahoo! Colunistas
Quando vivemos em suspense, Sandra Maia via Yahoo! Colunistas: "
Relacionar-se é viver num thriller – num filme de suspense, a vida fica mais complexa e o que chamam de amor se confunde com qualquer coisa.
"quarta-feira, 7 de abril de 2010
Coisas do Amor, Sandra Maia via Yahoo! Colunistas
Coisas do Amor, Sandra Maia via Yahoo! Colunistas: "
Amplie seu olhar sobre relacionamentos e tudo que diz respeito ao amor – próprio e direcionado aos outros. É um convite à auto-crítica e reflexão.
"sexta-feira, 19 de junho de 2009
Querida mamãe
Querida mamãe,
pra começar, eu tenho que dizer que amo você.
Mas a minha carta serve pra dizer também que tem sido difícil conviver com os meus erros nos últimos dez anos.
Apesar de que eu não acho que largar o colégio normal ou a faculdade de informática sejam um erro.
Eu simplesmente estou tentando achar um bom caminho e você tem razão quando diz que eu parei em 2000.
Eu tinha tantos planos, você se lembra?
Quando eu conheci aquele rapaz, sonhei tanto e de repente, parece que não acredito mais em sonhos.
Quando eu estava com ele, não pensava em mais nada na vida, só nele e em estar com ele.
E quando ele terminou, só queria que ele voltasse pra mim.
Mamãe, eu só escrevo tanta coisa na tentativa de ficar bem.
Aliás, tudo que eu fiz até agora foi na tentativa de ficar verdadeiramente bem.
Você sabia que eu sofria na escola?
Por muito tempo, apanhei, fui xingada e humilhada pelos meninos que me consideravam feia, pelas meninas que me consideravam boba e por ambos que me viam como doente mental.
Até alguns professores diziam que eu era burra e que não sabia fazer nada direito.
Na faculdade, eu sou apenas uma garota estranha, sem graça e sem vontade de estar lá.
Por favor, não me julgue mal por não querer ser publicitária, tá?
Eu sofro por não saber mais o que fazer da minha vida, mas eu estou tentando descobrir.
O que é certo até agora é que o Vetor me faz feliz, me faz sentir útil pra alguém, traz a realização que nenhuma faculdade me deu e me ajuda a me sentir de pé, de alguma forma.
Mas entenda: isso não quer dizer que estou completamente bem comigo!
Eu achei que iria morrer (literalmente) sem aquele rapaz!
Chorei, implorei, faltei aulas e nada adiantou.
Todas as minhas tentativas de esquecer ele foram frustradas!
Eu queria ter chorado minhas mágoas no seu ombro, mas você sempre estava cansada do trabalho (e está até hoje, né?) e eu não queria te estressar ainda mais com os meus problemas emocionais.
Eu agradeço a sua ajuda, mas eu sei que devo encontrar sozinha um caminho decente na vida e não culpar mais ninguém pelos meus fracassos.
Eu não quero mais me sentir tão assombrada pelo meu passado.
Sinto tanta raiva que dá vontade de chorar e sumir no mundo.
Também sinto dor no peito, nos ossos; meu corpo e minha alma doem o tempo todo, nem banho frio resolve.
É muita angústia pra uma pessoa só!
Tudo dói em mim, mas eu quero ficar curada, mãe. Só não sei por onde começar!
Eu lamento estar trazendo tanta preocupação com as minhas confusões particulares.
É por isso que eu não falo tão abertamente sobre mim pra você.
Pra que vou deixar você ainda mais triste comigo?
Eu sei que você lamenta por eu estar me deixando de lado, mas eu vou conseguir me livrar das minhas mágoas e ressentimentos.
Eu vou resolver tudo isso que está acontecendo comigo.
E eu prometo que um dia, vou te contar que finalmente fiz as pazes comigo e estou verdadeiramente feliz.
Pra terminar mãe, eu tenho que dizer que amo você!
pra começar, eu tenho que dizer que amo você.
Mas a minha carta serve pra dizer também que tem sido difícil conviver com os meus erros nos últimos dez anos.
Apesar de que eu não acho que largar o colégio normal ou a faculdade de informática sejam um erro.
Eu simplesmente estou tentando achar um bom caminho e você tem razão quando diz que eu parei em 2000.
Eu tinha tantos planos, você se lembra?
Quando eu conheci aquele rapaz, sonhei tanto e de repente, parece que não acredito mais em sonhos.
Quando eu estava com ele, não pensava em mais nada na vida, só nele e em estar com ele.
E quando ele terminou, só queria que ele voltasse pra mim.
Mamãe, eu só escrevo tanta coisa na tentativa de ficar bem.
Aliás, tudo que eu fiz até agora foi na tentativa de ficar verdadeiramente bem.
Você sabia que eu sofria na escola?
Por muito tempo, apanhei, fui xingada e humilhada pelos meninos que me consideravam feia, pelas meninas que me consideravam boba e por ambos que me viam como doente mental.
Até alguns professores diziam que eu era burra e que não sabia fazer nada direito.
Na faculdade, eu sou apenas uma garota estranha, sem graça e sem vontade de estar lá.
Por favor, não me julgue mal por não querer ser publicitária, tá?
Eu sofro por não saber mais o que fazer da minha vida, mas eu estou tentando descobrir.
O que é certo até agora é que o Vetor me faz feliz, me faz sentir útil pra alguém, traz a realização que nenhuma faculdade me deu e me ajuda a me sentir de pé, de alguma forma.
Mas entenda: isso não quer dizer que estou completamente bem comigo!
Eu achei que iria morrer (literalmente) sem aquele rapaz!
Chorei, implorei, faltei aulas e nada adiantou.
Todas as minhas tentativas de esquecer ele foram frustradas!
Eu queria ter chorado minhas mágoas no seu ombro, mas você sempre estava cansada do trabalho (e está até hoje, né?) e eu não queria te estressar ainda mais com os meus problemas emocionais.
Eu agradeço a sua ajuda, mas eu sei que devo encontrar sozinha um caminho decente na vida e não culpar mais ninguém pelos meus fracassos.
Eu não quero mais me sentir tão assombrada pelo meu passado.
Sinto tanta raiva que dá vontade de chorar e sumir no mundo.
Também sinto dor no peito, nos ossos; meu corpo e minha alma doem o tempo todo, nem banho frio resolve.
É muita angústia pra uma pessoa só!
Tudo dói em mim, mas eu quero ficar curada, mãe. Só não sei por onde começar!
Eu lamento estar trazendo tanta preocupação com as minhas confusões particulares.
É por isso que eu não falo tão abertamente sobre mim pra você.
Pra que vou deixar você ainda mais triste comigo?
Eu sei que você lamenta por eu estar me deixando de lado, mas eu vou conseguir me livrar das minhas mágoas e ressentimentos.
Eu vou resolver tudo isso que está acontecendo comigo.
E eu prometo que um dia, vou te contar que finalmente fiz as pazes comigo e estou verdadeiramente feliz.
Pra terminar mãe, eu tenho que dizer que amo você!
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Meu querido,
talvez você nunca leia essa carta.
Quero dizer que o que senti por você foi verdadeiro e que nunca vou te esquecer, pois você foi muito importante na minha vida.
Quando te conheci foi algo maravilhoso. Você despertou em mim sentimentos profundos. Não só uma grande amizade, mas acima de tudo um grande amor.
Sei que fui covarde com esse sentimento, eu tive medo de amar e sofrer. Poderíamos sim, ter vivido uma linda história de amor, mas me afastei por medo de te amar mais do que a mim mesma. Um dia você me falou que não se perdoava em ter me perdido, pois eu já tinha um outro amor, e que mulher nenhuma iria impedi-lo de ser meu amigo e de falar comigo.
Eu queria ter falado muitas coisas a você, inclusive que eu tinha esperado muito tempo por uma declaração sua. Mas você só o fez depois que o meu coração já estava batendo por outra pessoa. E mesmo assim, você ocupava um lugarzinho no meu coração.
Queria ter ouvido que você me amava e que eu era importante em sua vida. Esperei tanto tempo por isso e isso só aconteceu depois de 3 anos.
Depois de tantas conversas ao telefone, eu decidi te ver.Você foi me ver onde eu estava trabalhando, e eu não acreditei que era real. Tentei disfarçar o nervosismo quando te vi. Você queria ficar comigo, mas você já sabia que eu tinha um alguém muito especial em minha vida e que eu não poderia terminar um namoro construído a base de respeito e amor. Apesar de tudo eu guardava dentro de mim um sentimento por você que não sabia explicar nem a mim mesma. Até eu tomar a minha decisão final, eu estava confusa se deveria terminar meu namoro e ficar com você. Mas você me decepcionou quando disse que estava gostando da minha colega, eu chorei muito, pois percebi que o que eu senti por você pertenceu apenas a mim mesma.
Tudo bem... continuamos amigos e nos vendo às vezes, até que o dia em que você me disse que não se perdoava em ter me perdido. E pra mim já era tarde, eu já tinha um amor construido com sinceridade, confiança e respeito. Por isso não posso mais permitir que você entre em minha vida de novo. Nos conhecíamos há tantos anos e você só falou isso depois que eu já estava com outra pessoa. Se você tivesse agido com a verdade para comigo, talvez nossa história teria sido diferente. Mas você envolveu outras pessoas na nossa história, e eu por ser muito reservada procurei me separar de você.
Mas nunca deixarei de desejar felicidades e quem sabe um dia, nos veremos de novo. O que senti por você foi muito profundo e verdadeiro. Em um almoço que você deu para seus amigos, eu estava presente, e um deles me chamou pra dançar e me falou que você gostava muito de mim, não apenas como amiga. Eu sorri, pois já não acreditava mais nos seus sentimentos por mim. Te amei profundamente, e agora espero que você esteja bem e que seja imensamente feliz.